sexta-feira, 13 de junho de 2014

Não era amor


É... eu sei;
Não é mais amor.
Não é como nunca foi!
Estávamos cegos...
Quando o amor é amor de verdade,
Você sente algo diferente por essa pessoa
(Sim, senti algo por você, mas não era amor)
Era apenas um sentimento indefinido.
Nada de amor...
Não havia amor algum ali, naquele nosso relacionamento.

É... eu sei;
Nunca será amor.
Não adianta tentar beijar-me mais vezes
Para ver se somos feitos um para o outro.
Larga-me!
Não é amor...
Já disse que não é amor, e pronto.
Não adianta discutir...
Você também não é besta para discutir comigo.
Ou é?...

Quando a gente ama alguém de verdade,
Pra ser companheiro sexual pra vida toda,
Sentimos algo diferente que isso.

Eu, inocente que era,
Atirava-me nos braços de qualquer um que me cumprimentava...
Achava que estava apaixonada por um homem
Assim que o via piscar para minha direção...
Mas não era pra mim.
Era pra loira bonita e formosa que estava atrás de mim.
Ninguém me ama!
Também, quem seria louco suficiente para cumprir tal fato?!
Quem entregaria sua vida a mim,
Uma louca qualquer que não sabe o que faz?!

Mais louco que eu,
É só quem me ama!

De fato, estou sendo sincera agora,
Acredite em mim:
Não era amor...
Nunca foi,
Pra que você que haverá de ser?
Não... o amor não é assim.
E se um dia eu me entregar aos seus braços,
Não é porque sou mesquinha,
É porque você aprendeu a amar
(E, é claro, eu também).

Aprendemos várias coisas enquanto estávamos juntos,
Só não aprendemos a amar.
Infelizmente, amigo meu,
Como acabei de dizer,
Continuará um AMIGO meu.
Não adianta discutir...
E também não me venha com imaturidades
Dizendo que brinquei com seus sentimentos.

É que não sabia de fato o que sentia.
Assim como tenho a certeza
De que você também não sente nada por mim.

Vá procurar outra mulher.
Eu não te amo,
Você não me ama...
Somos apenas loucos que se derretem por um simples olhar,
Se entregam por um beijo no rosto,
E se desmoronam com um abraço... seja ele fraterno ou de pena,
Mas nos entregamos assim mesmo.

Loucos? Talvez...
Tenho quase certeza que sim.
O que guardamos dentro de nós,
Apenas nós sabemos...
Ou melhor,
Nem nós mesmos temos certeza de que amamos ou não.

Eu não sei amar.
Bom, pelo menos com você.
Também não pretendo me derramar em fontes de músculos,
Em lagos de bundas suculentas e macias de homens,
Em mares de barrigas bem definidas...
Não pretendo me jogar de boca, assim,
De uma vez,
Num grande... bombom.

Não quero que minha bo... chechinha seja beijada com força
Por um homem grosso, que nem sabe se gosta de mulheres ou de homens.
Não pretendo ser amada.
Quero ser AMADA, sabe o que quero dizer?
Se sabe, por favor, me explique... não consegui entender minhas palavras.
Se não sabe, alheie-se ao clube.

É... eu sei;
Eu gosto de homens másculos,
Com você não deu certo porque...
Porque... você não faz o meu tipo.

Gosto de homens grandes, negros, suados...
Homens com enormes... qualidades...
Homens que saibam cuidar de uma mulher frágil e sensível.
Ou mais que isso.
Ah, quer saber...
Eu sei;
Eu sei que não era amor.

Abigail Balbina — heterônimo de Simon-Poeta

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