segunda-feira, 30 de junho de 2014

Doce amargura


Doces são teus olhos negros,
Negros e salgados.
Sagrados na divindade, prateados
beijos, holofotes, abraços, chamegos.

Escarlate é a tua língua macia,
Macia e roxa.
Peitos, nádegas e coxas,
Nada mais.

Negra é tua pele sedosa,
Sedosa e branca.
Branda, cheirosa como lavanda,
Visão estupendamente maravilhosa.

Amargas são tuas palavras;
Palavras que doem...
Dói sempre mais em mim,
Quando dizes assim,
Que não ama-me mais.

É doce o teu olhar,
Mas, contudo,
És amarga
Porque faz-me chorar.

José Álvares - heterônimo de Simon-Poeta

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