sábado, 17 de maio de 2014

Solidão

Chamo, oh solidão pela
tua fria noite,
pelo acorde de tua
desilusão.

Chamo pelo frio de
teus caminhos vazios,
pelos cheiros de necrochorume
pela manhã.

Chamo pela terra molhada
e pelas placas, ossos,
escárnios, cruzes e
caixões...

Clamo pelo teu corpo feio
e pelo teu coração que já
não mais pulsa compassado
por ilusão.

Clamo pelas sombras
que são hoje tua alma;
Clamo pelos vermes do
teu tumulo.

Clamo pelo epitáfio que
jaz sobre tua cova, pelas
rosas que perfumam tua
decomposição, oh solidão!

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