domingo, 25 de maio de 2014

Dor

Pesaroso eu piso
No décimo andar
Meus passos são poças de sangue
Meu sangue sai sem se explicar.

Prestem muita atenção:
Não me injuriem assim...
Não vou limpar meu sangue
Pois não é meu
Apenas faz parte de mim!

O carpete já é vermelho
Velho é o meu sapato
Um salto baixo, grosso
Chamo-o de amor:
Quanto mais se pisa,
Menor fica.

Não me atazanem pelas poças de sangue
Não me façam perder a paciência
Qualquer dia desses, tiro de mim a ciência
E ponho-me a gritar.
Da minha goela jorra um fluido ácido
E este pode te matar
A dor é a marca da morte;
Minha marca é o sangue:
Prazer, me chamo dor.


Simon-Poeta

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