sábado, 24 de maio de 2014

Chuva da Janela

A chuva é fria
E cai como uma luva
em meu corpo quente
A alma é presente
Ausente é vida...

A chuva me esfria
E a luva me calça
O meu corpo quente
Faz com que a alma seja causa
De tudo
E todo o mundo
Está contra mim.

A alma é fria
A chuva cai dentro da luva
A alma é quente
E meu copo é a causa
De tanto pavor
O mundo está contra mim
Pois a ti declarei meu amor.

O copo está frio
A chuva está quente
Um choque térmico está presente
Quando estou com pavor
E todo o mundo
Está contra o frio
Pois o frio está a favor
Do amor.

Estava chovendo
Quando fui encontrá-la
Parei em sua calçada
E pus-me a gritar
A sua vingança
Foi me molhar
Meu corpo quente
Se estremeceu
E frio ficou
Pois a água
Estava gelada
E gelou também o corpo meu.

Essa mulher
Já me fez tanto bem
E hoje me agride
Como quem não decide
Se quer ficar com alguém
Que seja comigo
Meu bem, eu consigo
Cuidar de você
E das crianças também.

Hoje lamento
E escrevo em versos
O meu desalento
O meus préstimos
A minha agonia
Não teve início
E não terá fim
Como não tem um vício.

O papel recebe
A minha oração
Que descreve
Tudo que passa em meu coração
Em uma só trova
Consigo provar
Como ela não prova
Que sou feito pra amá-la:

"Por uma mulher já chorei
Por esta mulher já morri
Pela mesma mulher hei de viver
o dobro ou mais do que já vivi."

Correndo atrás do amor
E vendo-a na janela
Choro por ela
Mas receoso volto atrás
Com medo de sofrer
Um colapso
Ou algo mais...

Simon-Poeta

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