sexta-feira, 21 de março de 2014

Reflexões do Morrer


Temos um fim? Será que somos apenas carne?

Será que existe mais uma vida... ou é tudo...
Tudo obra de quem não queria morrer... 
Vivemos tudo para no fim nos abrigar no pó?
Será que apaga... a chama acesa da vida...


Será...? 
Será que a morte é mais 
Forte que a vida? 
Será que a causa da doença é a morte? 
Será que tudo não passa de um jogo de azar 
Rodeado por ossos da sorte? 
Será um homem passa de matéria? 
Será que passaremos da miséria 
De uma coisa que se chama vida... 
Ninguém gosta. Ninguém quer.

No fim vermes vorazes, 
Alimentados por carne...
Irão me consumir?
Ou será que encontrarei com deuses
De uma deturbada humanidade?
Quem sabe... deveras, não um vivo
Que nunca morreu... Será que morro
Ou apenas realiza para outra carne,
Meu espirito uma viagem.

Nesta conturbada caminhada 
De uma humanidade imbecil 
Em plena madrugada 
Tomo um frasco de Rivotril. 
Minha humana depressão... 
Ah! Quão sensível! 
A morte é a tristeza pra uns... 
Pra outros, um diferente nível. 
Será que posso ser eu 
Sem precisar me preocupar
Com o que pensam que existe 
E que não estão a inventar? 
Será que posso aceitar 
O que expõem nesta mesa? 
Será que o que falta no bolo 
É somente a cereja?
Será que a vida é só isto: 
Viver sofrendo, aqui? 
Na realidade, o malvisto
É quem pensa assim.

Será que tudo termina de verdade
No fim? Será que compensa pensar na vida,
Ou será que isso é desviar de minha
Sina? Será que amor faz tornar imortal,
Ou será o amor é o prenuncio 
Do mal? Será que eu não
Tenho destino, ou quem sabe os imortais
Jogam o jogo a caminho do finito...
Quem sabe... Quem sabe... Pensar
Nos leva ao inferno... ou quem sabe
Recompense o universo com imortalidade
A quem tem o sentimento terno?
Caminhos para o fogo infernal?

Quem de nós para negarmos este mal? 
Quem de nós para vivermos eternamente? 
De corpo e de mente 
Nossa vida infernal Será finita. 
Mesmo aflita, A aflição que grita 
Dentro do coração 
E da alma de quem em Deus acredita; 
Fica em dúvida,
Pois se crê bem mais por medo 
De queimar no inferno 
Do que por amor a um Deus hipócrita, 
Que está a bater na porta 
De nossa mente 
Para ver quem se sente
Seguro em suas mãos. 
Os esquece... os deixa. 
E um ao outro se queixa 
Por ter entregado sua vida
A algo que não se vê.

Josué D'Brytto e Simon-Poeta

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