segunda-feira, 17 de março de 2014

Amor proibido - 7º Capítulo: O Tango


   Já era manhã... Thony acordou e foi para a metalúrgica depois de uma longa noite de sonhos. Caco se levantou no mesmo horário e resolveu ir à procura de Thony; ele chegou mais cedo e pediu a secretária que o deixasse subir, ela permitiu, pois sabia que Caco era íntimo... assim que Thony entrou em seu escritório, se deparou com Caco sentado, o esperando. Surpreso, exclamou:
   —Nossa, por essa eu não esperava... até que enfim encontro algo de bom aqui para animar meu dia.
   Caco respondeu:
   —Vim saber se vai mesmo lá em casa hoje.
   —Já disse que sim, por que não iria?
   —Não sei... talvez tivesse mudado de ideia.
  —Jamais mudaria de ideia a seu respeito, afinal de contas, estamos nos conhecendo ainda. — Exclamou Thony sorrindo.
   Caco estava meio triste e sem graça; preocupado, Thony perguntou:
   —O que houve, querido? Posso ajudá-lo a tirar o que te aflige?
   —Nada está a me afligir. — Disse Caco com um tom acanhado.
   —Pode confiar em mim. Nosso relacionamento será para isso mesmo, vamos nos ajudar.
   —Tenho que lhe dizer que... saí de casa muito novo... minha família sente vergonha de mim até hoje pela minha sexualidade. Então, pode-se dizer que não tenho família. Sou sozinho neste mundo.
   —Infelizmente isso acontece com muitos. Até hoje minha família não sabe sobre a minha sexualidade.
   Caco arregalou os olhos e disse:
   —E como pretendes contar para eles?
   —Ainda não sei, mas quero te apresentar como namorado assim que estivermos mais próximos.
   —Hum... tomara que isso aconteça logo! — Disse Caco a sorrir.
   Sem nada a dizer, Thony também sorriu. Caco, sem graça, abriu a porta e disse:
   —Bom, já vou indo... te espero à noite, viu?
   —Sim, pode esperar.
   Caco saiu e foi para a editora...
   O dia passou e a noite chegou, a lua estava cheia, extravagante e linda... Thony tocou a campainha da casa de Caco, a empregada atendeu e disse:
   —O Sr. Caco está a sua espera na sala de jantar.
   —Ainda bem que ele não está atrasado hoje, não é? — Disse Thony sorrindo.
   —Eu ouvi, tá? — Exclamou Caco da sala de jantar.
   —Bom, disse Thony, sendo assim, retiro o que disse.
   —Pode entrar, o que está esperando? — Exclamou a empregada.
   —É... acho que vou entrar mesmo.
   Depois disso, Thony encontrou Caco a sua espera, na mesa. O jantar já estava servido: estrogonofe.
   —Mas, como você adivinhou que estrogonofe é meu prato predileto?
   —Não adivinhei, apenas fiz uma suposição.
   —Instinto feminino? — Gargalhou Thony.
   —Não, porque eu não sou mulher.
   No jantar, conversaram, discutiram sobre política, sobre a economia, religiões e até futebol... depois, Caco foi até a antiga vitrola que estava na sala e colocou o disco de Carlos Gardel... Thony então perguntou:
   —De quem era essa vitrola? E esse disco antigo?
   —Eram do meu avô... o homem que mais me amou e que eu mais amei até hoje. A única lembrança que me deixou, foi esta.
   —Nossa, que lindo...
   —É... meu avô foi um herói pra mim. Mas agora vamos parar com esse assunto. Me concede seu mão?
   —Hã? Como assim? — Disse Thony assustado.
   —Te chamei pra dançar.
   —Eu sei, mas não danço... nem sei como se faz isso.
   —Eu te ensino, não se preocupe. Gosta de Por una cabeza?
   —Minha preferida de Gardel.
   —Então vamos dançar ao som de Gardel!
   Eles se abraçaram, Caco o ensinou passo a passo... na metade da dança, parecia até que Thony era um professor de tango.
   —Nossa, isso é porque não sabia dançar, não é? — Exclamou Caco em tom sarcástico.
   —O amor nos faz aprender coisas duvidosas. — Sorriu Thony...
   Caco deitou sobre o ombro de Thony; Thony cheirou sua nuca e o disse:
   —Nossa, como você é cheiroso.
   —Agora que você percebeu isso? — Perguntou Caco.
   —Sim, antes estava preocupado com sua beleza.
   Apenas esta frase valeu para a noite inteira.

Quer saber o que vai acontecer na vida desses dois apaixonados? Acompanhe o próximo capítulo de
Amor proibido

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