quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Ideologia Demoníaca


Morria a pobre menina...
Estava envenenada.
Seria ela a sina,
De um futuro ou do nada?

Flutuava no ar,
Como se voasse...
Sim, ela sabia voar,
Se ao menos disso ela se lembrasse....

Cantava a pobre menina...
Como se ouvisse música clássica.
De Beethoven ouvia a quina sinfonia,
A música máxima.

De Nietzsche lia os pensamentos,
Pelas dores que sentia,
Se entregou aos lamentos,
De uma dura rotina.

Morreu então a pobre menina.
Se esqueceu que era um ajo...
Uma Obra Divina.
Morreu segurando seu banjo...

E na esquina,
Ninguém dava ideia,
A jovem menina,
Que era um ajo de odisseia.

Ah! Sofreu a pobre menina,
Como se sorrisse,
Ainda sorria,
Morreu a pobre Clarisse.

Nua, deitada na pedra,
Se entregou à luz,
Clarisse nada mais aceita ou nega...
Morreu só, cansada de carregar a pesada cruz,
Que puseram-na quando saiu do céu.
Assim, não usou mais véu,
Se tornou eternamente demoníaca...
Maníaca da perfeição.
Santa, pura... divina... sem coração.
Sem vida.

Simon-Poeta

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