sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

VidEsgraça

Não aguento mais...
Estou errado em todos os pontos,
Não me deixam em paz porque eu respiro.
Porque eu existo.

Não aguento mais...
Minha vida é uma desgraça,
Não tenho direito de falar que está ruim.
Porque eu existo.

Não aguento mais...
Dizem que sou obrigado a fazer isso,
Adorar aquilo.
Porque eu existo.

Não aguento mais...
Sou obrigado a ouvir falar,
Que sou hipócrita e esquizofrênico,
Porque eu existo.

Não aguento mais...
Ser condenado por algo que não fiz,
Só porque eu nasci.
Só porque eu existo.

Não aguento mais...
A família é a primeira a condenar,
Não se encontra um porto seguro onde se devia encontrar.
Só porque eu existo.

Não aguento mais...
Viver brigado com meus pais,
Porque não me entendem.
Só porque eu existo.

Não aguento mais...
Estar certo no olhar justo,
E errado no olhar de quem domina.
Só porque existo.

Não aguento mais...
Apanhar sem motivo nenhum,
Ser a almofada de estresse de uns.
Só porque eu existo.

Não aguento mais...
Ver a pessoa que mais amo,
Apoiar a que mais odeio pelo fato de precisar de meu inimigo.
Só porque eu existo.

Tantas coisas poderiam deixar de acontecer,
Se eu não existisse...
Ah! Como tudo seria melhor...
A família e o mundo sem mim.
Tudo isso aconteceria se eu deixasse de existir.
Sou um demônio jogada na terra.
Sou uma desgraça;
Tudo que toco amaldiçoado fica.
Tudo que vivo deixa de viver.
Tudo que amo deixa de me amar.
Tudo que sinto deixa de ser sentido.
Tudo que humanizo passa a ser ofensivo.

Porei então um fim nessa vidESGRAÇA.
Ninguém sentirá falta de mim.
Todos ficarão melhores assim,
Sem minha presença vasta.
O meu abrigo é o depósito de lixo.
O meu abrigo é a morte.
Morrerei lá, então...
Pois sou lixo tóxico.
Posso contaminar os ruins com a minha bondade.
E os falsos com minha sinceridade.
Não aguento mais,
Dizerem que me amam quando decido me matar,
Mas horas depois, dizem que têm vergonha de mim.
Além disso, falam que nunca tive moral com eles.
Só porque eu existo.
Uma corda...
Um último olhar ao Sol que se põe.
O fundo laranja,
Deixa um tom mais marcante à minha morte.
Tambores jogados ao chão.
Apenas uma árvore seca resta.
Amarro ali a corda.
Me enforco.
Mas pela milésima vez,
Deu tudo errado.
A árvore cai,
Quando nem mesmo senti o gosto da morte.
Seria melhor eu ter morrido,
Do que viver com "zumbis".
Que juram me amar,
Mas são os primeiros a interiormente me matar.

FUGINDO DO POEMA, ME DIGA, POR FAVOR, SE VOCÊ TIVESSE UMA VIDA ASSIM, PREFERIRIA MORRER OU CONVIVER COM O "ZUMBIS"? Deixe seu comentário ou entre em contacto comigo: simonpoesiaevida@gmail.com

Simon-Poeta

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