quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Rosas de Fogo

Não gosto de Ano Novo...
Muitos acham que tudo irá mudar;
Mas depois reclamam que ninguém quer com isso cooperar,
Aí começa toda briga de novo.

Odeio as rosas de fogo...
Se abrem coloridas pelo céu escuro,
Que esperava por cima do muro,
Uma vida nova, um ano novo.
(Só esperava)

Veja como os repórteres são hipócritas:
Dizem que nós, estamos acabando com o planeta, feito loucos...
O aquecimento global nos ameaça aos poucos,
E nós, quem somos idiotas.

Ao verem os fogos de artifício,
Entoam empolgados:
Veja, como o céu está lindo, com luzes e seus agrados...
Esse é o verdadeiro cume do sacrifício.

Não gosto daquele barulho todo...
É uma amostra do inferno;
Não passo o ano novo com a família, e sim comigo. Sou mais sincero...
Não creio em ano novo.

O que há de novo é a poluição,
Que pelas rosas de fogo são causadas...
Não servem para mais nada,
Nem bonitas elas são.

Querem que o mundo viva feliz e saudável...
Mas são os primeiros a soltar fogos;
E em copos de wiskhy me afogo,
Indignado por esse mundo instável.

Longe de todos...
Não quero mais uma vez ser chamado de esquizofrênico,
E saber que essa é apenas a primeira vez do ano, me lembro:
Já era... meus caminhos, de facto, são tortos.

Simon-Poeta

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