quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Cegueira


Às vezes me vejo pelo espelho,
E percebo minhas rugas,
Que como regra se fazem muitas...
Branco está meu cabelo.

Às vezes me sinto incapaz,
De levantar-me da cama,
Ao perceber que ninguém me chama,
Como chamam os outros e café os traz.

Sempre me sinto inútil,
Pelo mundo que me odeia,
E ganha a mesma coisa que me oferece por beiras,
De uma solidão fútil.

Todos os dias olho para mim mesmo,
E me vejo como cego...
Sim, às vezes me vejo como cego, pois me apego,
A tudo que é esmo.

Às vezes abro os olhos...
Fecho-os novamente.
Minha mente é muito pequena,
Não enxergo nem mesmo com óculos.

Sempre que me sinto assim,
Vejo que sou cego,
Usam-me como um lego,
Riem e abusam de mim.

Não tenho mente aberta,
Pois fecham-na sempre...
Assim, quem mente,
Fica sem ser por mim descoberta.

Às vezes sou louco,
Sempre sou cego,
A tudo me apego,
Pois sou um cidadão morto.

Simon-Poeta

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