domingo, 8 de dezembro de 2013

Vida sem Sentido

Vejo você...
Deitada nos braços da morte,
Daí vem a sorte,
E te liberta da vida.
Vejo você...
Me amando distante,
Dizendo que de hoje em diante,
Não odiará mais ninguém,
E a beleza te mata,
E te faz de refém,
O ódio te resta,
Tudo te derruba,

Seu desejo murmura,
Sua boca me beija,
Meu desejo boceja,
Não estou mais acordado,
Quero morrer ao teu lado,
Viver não me agrada mais.
E a vida nos resta,
Esse desejo não presta,
Como uma fruta amarga,
Que se dissolve em mágoas,
Como se fossem veneno,
Pois teu olho pequeno,
Lhe deixa cega,
Para não veres a realidade,
E saber que a força de vontade,
Só acaba quando não há desejo mais,
E tudo que você me faz,
Morre.
Tudo que me ama,
Vive,
Mas a nossa cama nos socorre, 
E tudo que já tive,
Não mais supõe,
Que o amor sobrepõe,
O amor não correspondido,
Pois o que era pra eu ter vivido,
Não ressuscita mais,
A vida que morreu,
Do desejo que viver,
E reinou por inteiro,
Nesse tremendo paradeiro,
Por onde nossas vidas se escaparam,
E não voltaram mais.
A desgraça restou,
Pois tudo mudou,
Nossa vida morreu,
Pois um dia já se viveu,
Um amor por ela,
Que quem bate recebe,
E que esquenta congela.

Simon-Poeta

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