segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Vida de Puta

Naquele cabaré,
Tudo havia se dissipado
Em trêmulas sensações de pé,
Naquele mesmo fardo;
De sentimentos imbecis,
Que abominam o amor,
E sabem que a dor,
Não se deixa ser feliz.
A agonia que a bebida causa,
Que da dor se arrasa as feridas
Leprosas de dores amorosas,
Que revive suas vidas,
Em branco, vermelho e em cor-de-rosa.
Pelas vidas que se perdem desesperadas,
Por vilas amedrontadas de cinza escuro,
E que por cima do muro,
Se escondem apavoradas,
Do medo que se faz presente,
Em qualquer pessoa contante,
Que por um dia, que seja,
Vai naquele lugar,
Tomar uma simples cerveja,
E volta para casa,
Desfalecido pela cachaça,
Que se entregara em copos miúdos,
E que voltam de graça,
Para toda a gente de todo o mundo.
Oh! Puta,
Destrói-te em vidas vãs,
E põe-se a comer rãs,
Nojentas e robustas.
Volte para seu cabaré,
E atenda seus clientes,
És mulher pra toda vida,
És mulher de toda gente.

Simon-Poeta



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