quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Boêmio


Debilitar-me-ei,
De bebidas extremamente fortes,
Para sentir o doce gosto da morte,
Pelo qual sentirei...
Vô-lo pedi,
Para que jamais de mim se esqueça,
Continua sóbria, não perca a cabeça,
Pois isso não é mal; a minha já perdi.
Na árida areia do deserto da morte,
Na boca, colocarei o fel,
Pois de mim se ausentou o gosto do mel,
Lá se foi a minha sorte...
Boêmio sei que sou,
Mas não é devido a mim mesmo,
É por causa desse maldito peso,
Que hoje eu carrego; mas antes, você carregou.
Deleitar-me-ei sobre a vida,
Queixando o meu jeito estranho,
Meu escuro olho castanho,
Minha estrada comprida.
Foi ruim, enquanto minha vida durou,
Pois durou bastante,
Mas agora, nesse instante,
Serei o que verdadeiramente sou:
Morto sem morrer,
Vivo sem viver,
Crédulo sem crer,
E inútil sem saber.

Simon-Poeta

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