sábado, 16 de novembro de 2013

Soneto à Vida Velha

Ao olhar a vida velha,
Vinda vida, vinda louca,
Videira movente rouca,
Comovente e pouca.

Ao tomar o vinho novo,
Devolvo o novo jeito de ser vovô,
A chuva chove, e eu também chovo,
Choro de lágrimas e encantos loucos.

Ao ver o ventre ventilado,
Ventilo a vila p'ra qualquer lado,
E vivo o prado nos prados entregados...

Ao ver-me entregado em seus braços,
Encontro-me no momento exacto em seus abraços,
Vindo da vila da velha vida.

Simon-Poeta

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